A chamada Sétima Arte está cheia de possíveis obras-primas que seus diretores levaram anos tentando filmar e, por vários motivos —um deles, falta de dinheiro—, nunca conseguiram terminar ou mesmo começar. Exemplos são "Que Viva México!", de Eisenstein;"Dom Quixote", de Orson Welles, "Napoleão", de Stanley Kubrick. Dinheiro não foi problema para "Dark Horse" — Daniel Vorcaro prometeu a Flávio R$ 134 milhões dos bilhões que desviou de aposentados e mandou-lhe R$ 61 milhões, quase metade da bufunfa.
Mas, se você pensa que isso é suficiente para realizar uma obra-prima, é porque não entende nada de cinema. Imagine o custo da peruca usada pelo subastro Jim Caviezel para interpretar o velho Bolsonaro —tanto que Flávio, numa famosa mensagem gravada, arrastou-se pedindo a Vorcaro que lhe mandasse mais. Como parte do dinheiro já recebido tinha ido para os EUA a fim de ser lavado por uma firma no Texas e nunca voltou, faltou aqui para os sanduíches da equipe.
E, agora, o problema. Surrado no segundo turno da eleição e investigado exatamente por lavar dinheiro, Flávio foi para os EUA com a família , sem data para voltar. O salário de senador que receberá até janeiro sem trabalhar não bastará para se manter. Precisará sacar da verba de "Dark Horse" depositada lá.
E, com isso, só teremos o filme na nuvem —se não chover.