A Conferência das Partes (COP), que reúne quase 200 países todos os anos, produziu alguns acordos históricos no passado recente.
Mas agora enfrenta questionamentos sobre seu futuro, e a ministra da Transição Ecológica da França, Monique Barbut, alerta para uma fadiga em relação às COPs.
Não são esperados anúncios inovadores quando a Turquia iniciar, na segunda-feira (9), a próxima conferência de duas semanas, a COP31 .
Isso ocorre após o resultado modesto da cúpula do ano passado no Brasil, quando os países não conseguiram incluir no texto final uma menção explícita aos combustíveis fósseis —a principal causa do aquecimento global.
O cenário está muito distante de alguns dos grandes acordos do passado recente.
No Acordo de Paris , em 2015, as nações concordaram em limitar o aquecimento a bem menos de 2°C, ao mesmo tempo que buscariam restringi-lo ao patamar mais seguro de 1,5 °C.
Há apenas três anos, na COP28 , em Dubai, o mundo se comprometeu pela primeira vez a abandonar gradualmente os combustíveis fósseis.
Cúpulas climáticas da ONU enfrentam fadiga e apelos por reformas
A conferência climática anual da ONU enfrenta apelos cada vez mais intensos por reformas, enquanto luta para acompanhar o agravamento da crise climática após três décadas de acordos arduamente negociados.