Cultura molda Nova Orleans entre música, fé e histórias de assombração

Maior centro urbano do estado da Louisiana, Nova Orleans é a cidade da encruzilhada. Para um brasileiro, ela pode remeter um tanto a Salvador —por sua forte cultura negra, pela musicalidade e, sobretudo, pela espiritualidade .

Por Admin ·

Cultura molda Nova Orleans entre música, fé e histórias de assombração

A melhor forma de desbravá-la é se permitir andar meio sem rumo pelos quarteirões do French Quarter, observando a vida local. Não faltarão lojas de artigos místicos no caminho.

Isso porque os colonos europeus deixaram ali o catolicismo e os seus excessos, presentes na catedral central e na devoção a santos; os africanos e haitianos trouxeram os ritos iorubás. O sincretismo se encarregou do resto e deu origem ao vodu da Louisiana, com seus altares carregados e talismãs conhecidos como gris-gris. O oposto da sobriedade protestante que vingou no resto do país.

Histórias de assombração, aliás, rondam por toda a parte. Envolvem sobretudo a figura de Marie Laveau, misto de curandeira e parteira que ganhou fama de clarividente entre a elite local porque escutava as fofocas das clientes de seu salão de cabeleireiro no século 19 -costuma-se fazer um pedido a ela deixando na janela presilhas de cabelo.

Há casas com leitura de tarô em praticamente toda esquina. Locais costumam indicar a Voodoo Authentica. Ela lembra muito as lojas de artigos religiosos do Brasil, com cacarecos por toda parte: pozinhos mágicos, poções, velas, figuras da cultura iorubá e as famosas bonecas de vodu, com agulhas e tudo, chamadas de jujus.