"Agora os EUA recorrem ao recrutamento público para a CIA", escreveu no X o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío. "Deve haver muito desespero ou miséria dentro da agência para que ela seja obrigada a vender seus serviços como um tubo de pasta de dente."
O chamado partiu do secretário de Estado, Marco Rubio , que convidou aqueles que desejam uma mudança em Cuba a procurar a agência de inteligência. "Aproveitem esta oportunidade para promover a mudança que desejam por meio de uma parceria discreta com a CIA", escreveu o chefe da diplomacia de Washington em um post X, sem dar detalhes.
Horas antes, o presidente Donald Trump havia dito que os EUA vão "dar um jeito em Cuba " depois de lidar com o Irã e e que Rubio será enviado à ilha para "finalizar o acordo". Havana passa por uma das piores de sua história.
No mês passado, o republicano já havia afirmado que os dois países chegariam a um acordo e que não considerava necessária uma intervenção militar . Em outras ocasiões, porém, disse que um de seus objetivos é mudar o regime comunista cubano.
Os países mantêm uma relação marcada por décadas de tensão. Os EUA impõem um embargo econômico a Cuba há mais de 60 anos, e o governo Trump intensificou a pressão sobre a ilha depois que forças americanas capturaram o então ditador da Venezuela, Nicolás Maduro , em uma operação feita em janeiro.