Cidadão americano, o sumo pontífice mantém o direito de votar em seu país de origem. Não existe uma regra geral da Igreja Católica que proíba um papa de participar de eleições nacionais.
Leão 14 exerceu seu direito ao voto sempre que esteve habilitado a fazê-lo, segundo o comunicado do Vaticano reproduzido pelo site Vatican News . Desta vez, enviou uma cédula pelo correio de Chicago, cidade onde nasceu. A Santa Sé também informou que o papa participou de eleições no Peru durante os anos em que viveu no país, antes de se tornar papa —ele tem nacionalidade americana e peruana.
"O Santo Padre expressa sua convicção no direito e no dever dos cidadãos de participar dos processos democráticos", diz trecho do comunicado. Não existem registros de outros papas que tenham participado de uma eleição nacional.
O papa continua registrado como eleitor em New Lenox, subúrbio de Chicago onde vive seu irmão John Prevost, de acordo com a imprensa americana. Registros eleitorais indicam que ele participou de primárias tanto do Partido Republicano quanto do Partido Democrata nos últimos anos, além de ter votado na eleição presidencial de 2024, publicou a rede CNN .
Leão 14 fez o pedido para votar dez dias antes de ser submetido a uma cirurgia para retirar um tumor cancerígeno do pulmão , segundo a agência de notícias Associated Press . Após receber alta hospitalar , em 17 de outubro, ele retomou de forma gradual suas atividades no Vaticano.
As eleições de meio de mandato, em 3 de novembro, renovam parte do Congresso e ocorrem na metade do mandato presidencial. No pleito estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Também haverá eleições para governador em 36 estados. O papa votou com antecedência.
Embora o presidente Trump não seja candidato, ele tem participado da campanha para tentar manter o controle republicano das duas Casas do Congresso nos últimos dois anos do mandato.