Sua segunda HQ só saiu em 2011 e a recepção não foi a mesma. A poética "Habibi" foi celebrada por seus desenhos , mas também acusada de apropriação cultural e racismo ao narrar a história de dois jovens escravizados em um país árabe fictício e fantasioso.
Após publicar o infantil " Space Dumplins ", ele se tornou alvo de fúria nas redes sociais ao anunciar seu terceiro quadrinho adulto longo, "Raízes de Ginseng". Publicado em fascículos entre 2019 e 2024 e transformado em livro em 2025, trata-se de um retorno às suas memórias de infância na pequena cidade de Marathon como membro de uma família fundamentalista, somado a uma investida documental sobre o plantio de raízes de ginseng , típicas da China e da Coreia do Sul . "Comecei a receber ameaças de morte nas minhas redes sociais", afirma Thompson. "Minha editora abandonou o projeto. E passei pelo menos seis meses sem escrever nem desenhar. Mas foi a turnê de lançamento [de uma das edições avulsas] do quadrinho e minha viagem à Coreia do Sul que finalmente me deram forças para levar o projeto até o fim. Os leitores coreanos estavam empolgados com a ideia de uma história em quadrinhos sobre o ginseng e insistiram que eu precisava incluir a Coreia na narrativa. O mesmo aconteceu na China."
O vínculo entre a infância de Thompson e a indústria do ginseng diz respeito às atividades dele durante as férias escolares. Ele e seus irmãos mais novos trabalhavam no cultivo da planta. Segundo o autor, colher ginseng era um trabalho de verão para ganhar dinheiro e comprar quadrinhos.
"Nunca parei para pensar na planta em si ou em sua importância cultural para a medicina chinesa. Fazer este livro me deu a oportunidade de corrigir essa omissão e dedicar tempo a conhecer a cultura que atribui tanto valor a essa raiz."