Coordenador de Lula ironiza plano de Flávio de se apresentar como estadista: 'só se for de estado miliciano'

Marco Aurélio, advogado e coordenador da campanha de Lula ( PT ) à Presidência, ironizou a estratégia de Flávio Bolsonaro ( PL ) de se apresentar como estadista no debate da TV Globo nesta sexta-feira (23). "Estadista? Valha-me Deus. Só se

Por Admin ·

Coordenador de Lula ironiza plano de Flávio de se apresentar como estadista: 'só se for de estado miliciano'

Procurada, a campanha do senador não se manifestou.

As anotações do senador, fotografadas pela Folha , também indicam a intenção de direcionar o discurso às mulheres, segmento em que sua rejeição é maior. "Ele é um sujeito violento, é um sujeito misógino, é um sujeito extremamente preconceituoso, e as mulheres são vítimas preferenciais, são alvos preferenciais do Bolsonaro e do bolsonarismo, inclusive do Flávio Bolsonaro", diz.

Para Marco Aurélio, o vazamento do material mostra que Flávio não tem condições de ocupar a Presidência. "Um sujeito que não tem condição de manter sob sigilo a sua estratégia para um debate presidencial dessa importância não tem condição de sentar na cadeira de presidente da República", diz.

O advogado acusa ainda o candidato do PL de buscar o mandato para obter foro privilegiado e escapar da Justiça. "Ele quer, na verdade, uma espécie de HC, que é uma espécie de salvo-conduto, de blindagem para fugir da Justiça, porque ele sabe que, se perder as eleições , e vai perder, vai ser preso", afirma.

O coordenador da campanha petista também critica a abordagem do senador sobre segurança pública. Afirma que Flávio ignora os índices de criminalidade de São Paulo e do Rio de Janeiro, estados governados por aliados do candidato do PL.

"Em São Paulo, infelizmente, nós vivemos uma situação muito delicada, com roubo de celulares sem precedentes, com violência contra a mulher atingindo patamares altíssimos", afirma. Sobre o Rio, diz que o estado é dominado por milícias e pelo crime organizado e que exporta quadrilhas para outras regiões.

Marco Aurélio ainda comenta a atuação de Jair Bolsonaro (PL) à frente da Polícia Federal. "Se o pai dele tratasse a Polícia Federal como o presidente Lula sempre tratou, com independência, autonomia, ele já estaria preso e não seria candidato à Presidência da República", afirma.