Consumo de proteína cresce nos Estados Unidos e muda disputa entre carnes e ovos

A demanda por proteína disparou nos últimos anos, à medida que os hábitos alimentares dos americanos mudaram .

Por Admin ·

Consumo de proteína cresce nos Estados Unidos e muda disputa entre carnes e ovos

O movimento Make America Healthy Again e as novas diretrizes alimentares enfatizam o consumo de proteína. Dezenas de milhões de americanos que usam medicamentos GLP-1 estão acrescentando mais proteína à alimentação para preservar a massa muscular enquanto perdem peso.

As empresas passaram a adicionar proteína a tudo, de cereais ao Kraft Mac & Cheese.

Cada vez mais, os americanos querem obter proteína por meio de carne bovina de alta qualidade. Com o rebanho bovino do país no menor nível em décadas, essa demanda elevou o preço dos bifes para quase US$ 13 por libra (aproximadamente 0,454 kg) e o da carne moída para quase US$ 7 por libra.

O preço dos bifes subiu 3,5% no último ano e 16,6% nos últimos dois anos.

Os consumidores americanos de maior poder aquisitivo "nunca tiveram tanta capacidade e disposição para pagar por uma carne bovina de excelente qualidade , e o resultado disso no mercado é a alta dos preços", afirmou Glynn Tonsor, economista especializado em pecuária da Universidade Estadual do Kansas.

A projeção é que o americano médio consuma 59 libras (27 kg) de carne bovina neste ano, ante o piso de 54 libras (25 kg) registrado em 2014.

Ainda assim, o aumento do custo da carne bovina —e dos alimentos em geral— tem sido um tema recorrente nos discursos de campanha neste outono. Com exceção do frango , o consumo de outras fontes de proteína não acompanhou o da carne bovina.

Veja a seguir outras fontes de proteína consumidas pelos americanos.

O frango é a proteína animal mais barata e mais consumida. Frangos inteiros custam apenas US$ 2 por libra, enquanto pedaços de frango sem osso custam o dobro . É a opção preferida de quem se preocupa com os possíveis efeitos da carne vermelha sobre a saúde, embora estudos recentes indiquem que algumas dessas preocupações sejam exageradas.

No início da década de 1990, os americanos consumiam praticamente a mesma quantidade de frango e carne bovina: cerca de 65 libras (29,5 kg) por ano de cada um.

Desde então, o consumo de frango disparou nos Estados Unidos , e a expectativa é que cada pessoa consuma, em média, 108 libras (49 kg) neste ano. Quase toda essa quantidade vem de frangos de corte, aves desenvolvidas para produzir muita carne.

Os americanos comem um pouco menos de um ovo por dia —o americano médio consumirá cerca de 270 neste ano—, número que praticamente não mudou há anos.

Os ovos, outra fonte de proteína, custam cerca de US$ 2,25 a dúzia, abaixo dos US$ 6,25 registrados em maio de 2025. A alta anterior foi atribuída principalmente à gripe aviária.

Como as galinhas podem começar a botar ovos apenas 16 semanas após o nascimento e os frangos de corte podem atingir o peso de abate em sete semanas —em comparação com quase dois anos para o gado—, qualquer oscilação na oferta ou na demanda pode ser enfrentada rapidamente.

Somente outro grande surto de gripe aviária reduziria de forma significativa a oferta de frango e ovos e elevaria os preços.

Embora os consumidores possam estar buscando ingerir mais proteína, não é da carne suína que eles a estão obtendo.

As costeletas de porco custam cerca de um terço do preço dos bifes, mas isso não foi suficiente para levar mais americanos a experimentá-las.

O consumo de carne suína permaneceu praticamente estagnado por 40 anos, em cerca de 50 libras (22,7 kg) anuais por pessoa, segundo dados do Departamento de Agricultura.