É o caso do Brücke Museum, espaço cercado por um pequeno bosque localizado na região berlinense de Dahlem. Inaugurado em 1967, o local tem uma das maiores coleções de expressionismo alemão do mundo, com obras de artistas como Karl Schmidt-Rottluff, Erich Heckel e Ernst Ludwig Kirchner.
Essas três personalidades fizeram parte do movimento Die Brücke —ou a ponte, em alemão—, que iniciou o expressionismo no país. Essa vanguarda dava ênfase na arte aos aspectos subjetivos do ser humano como uma forma de traduzir os traumas da Primeira Guerra Mundial .
O Brücke Museum, portanto, reúne em seu acervo obras basilares desse movimento, como "Passeio", de Karl Schmidt-Rottluff, e "Nu se Penteando", de Ernst Ludwig Kirchner. A instituição, no entanto, não mira apenas o passado.
No bosque que cerca o museu, é possível encontrar esculturas de artistas contemporâneos, como Jenny Kendler e El Conde de Torrefiel. É como se o espaço fosse uma miniatura do Instituto Inhotim , um dos maiores museus a céu aberto do mundo.
O caráter bucólico do Brücke Museum encantou até mesmo David Bowie , artista que costumava frequentar o local em busca de inspiração.
Esse espaço é uma das 6.673 instituições museológicas da Alemanha, país que registrou 107 milhões de visitas a esses espaços em 2024. Os dados são de um relatório publicado no ano passado pelo Institut für Museumsforschung, entidade que elabora pesquisas sobre os museus do país.
Já de acordo com um levantamento referente a 2023, a maior parte das instituições —ou seja, 56,7% do total— recebeu menos de 5.000 visitantes e apenas 5% registraram mais de cem mil visitas.