A Folha procurou Luchsinger e o advogado dela, Roberto Podval, por mensagem para questionar se ela pretende depor à comissão. Não houve confirmação até a publicação deste texto. Por se tratar de um convite, a presença dela não é obrigatória.
Luchsinger e Lulinha são alvos de três inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) sob suspeita de corrupção e tráfico de influência. Um dos pontos apurados pela Polícia Federal é a hipótese de que os dois mantiveram uma sociedade oculta em negócios. As defesas negam irregularidades.
Em 17 de outubro, a lobista afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que pretende firmar um acordo de delação premiada para não responder sozinha por todos os atos investigados. "Eu não vou poupar ninguém, porque o que está em questão é a verdade, doa a quem doer", disse. "Não vou poupar o filho do presidente, não vou poupar o presidente."
O requerimento de convite à lobista foi apresentado na comissão da Câmara pelo deputado Sanderson (PL-RS), que faz parte da oposição. O parlamentar cita ser necessário ouvir a lobista diante das supostas "ameaças de morte, coação, intimidação e tentativas de silenciamento" que ela estaria sofrendo.
"A gravidade dessas afirmações recomenda que sejam esclarecidas, perante esta comissão, as circunstâncias em que os fatos teriam ocorrido, a natureza das ameaças, a eventual identificação de seus autores, as medidas de proteção adotadas e a existência de registros, comunicações ou outros elementos que possam contribuir para a atuação das autoridades competentes", diz trecho do documento.