Deputados mais experientes comparam o momento à tensão que tomou conta da Alesp em 2019, com a chegada de parlamentares alinhados ao bolsonarismo e eleitos em 2018.
"A Alesp vai reviver o início da legislatura [de 2019 a 2023], quando o PSL teve Janaina Paschoal, Gil Diniz, Douglas Garcia", diz o deputado Paulo Fiorilo ( PT ), reeleito para o terceiro mandato.
"Teremos deputados e deputadas que vão usar o espaço para manter o embate, e vamos depender da competência do próximo presidente e da sua capacidade de fazer cumprir o regimento", prosseguiu Fiorilo.
A expectativa é que nomes como Eduarda Campopiano ( PL ), Thomaz Henrique (PL) e Douglas Garcia (União) duelem no plenário com Sofia Favero (Psol), Leonardo Grandini (PT) e Débora Camilo (Psol).
Ao longo da campanha, Grandini e Henrique chegaram a trocar agressões físicas e verbais durante uma live.
"Eu concordo quando dizem que a Alesp ficará mais barulhenta. É uma chance que temos para mostrar as contradições desses deputados, como a Campopiano e o Douglas Garcia, e fazer oposição ao Tarcísio", disse Grandini.
Campopiano diz que o embate ideológico é de "grande interesse" para o eleitor.
"Temos certeza de que o debate ideológico será inevitável, de ambos os lados. Principalmente porque o mandato e o embate direto nem começaram, mas parlamentares da bancada da esquerda já moveram diversos processos e manifestações contra mim e outros parlamentares da direita", afirmou.
Com 40 novos deputados, Alesp deve reviver tensão da chegada do bolsonarismo
Com a renovação de 40 das 94 cadeiras , deputados preveem que a próxima legislatura da Assembleia Legislativa de São Paulo ( Alesp ) será marcada por embates ideológicos ainda mais polarizados no quadriênio de 2027 a 2031.