O comportamento chama atenção especialmente após o presidente Lula ( PT ) recomendar que o mineiro ficasse "quietinho" neste segundo turno, em um recado interpretado como ameaça por aliados do governador eleito.
A expectativa de aliados de Flávio era a de que Cleitinho atuasse como cabo eleitoral do PL no estado no segundo turno.
No dia 16, ao fim de uma caminhada com apoiadores em Juiz de Fora (MG), Lula afirmou que o estado se tornaria "um cemitério de obras paralisadas" sob um eventual governo Flávio , e disse que Cleitinho teria mais a ganhar caso ele próprio saísse vitorioso das eleições nacionais.
"Eu tenho certeza que o Cleitinho é esperto. Ele não precisa me apoiar, ele só tem que ficar quietinho", disse o candidato à reeleição.
O recado foi propagado como uma forma de intimidação por aliados do governador eleito e por políticos alinhados ao bolsonarismo no estado.
Gleidson Azevedo (Republicanos), irmão de Cleitinho, chegou a postar um vídeo em suas redes sociais chamando o presidente de covarde e ditador. "A melhor resposta que a gente tem que dar pro Lula é ir em massa nas urnas e eleger o Flávio", disse o deputado federal eleito.