Guzmán foi um cineasta como poucos. Ele retratou o golpe que derrubou Salvador Allende , e mostrou a luta pela memória após a ditadura no Chile .
Autor de documentários que receberam inúmeros prêmios, como "A Batalha do Chile" e "A Cordilheira dos Sonhos", Guzmán morreu aos 85 anos na capital francesa, O cineasta passou grande parte da vida em Paris.
A exibição de "O Poder Popular" e "Nostalgia da Luz" no auditório da prefeitura da cidade foi só uma amostra da filmografia dele. Guzmán fez cerca de 15 documentários, quase todos sobre a história recente do Chile, sempre com um olhar poético.
"Não podíamos deixar de prestar homenagem a Patricio Guzmán, que se refugiou na França e que, de Paris, fez sua voz ser ouvida contra a ditadura chilena" disse a vereadora de Paris Geneviève Garrigos à AFP. Ela foi uma das organizadoras do evento.
"Com a extrema-direita dominando o Chile , há um apagamento da memória", acrescentou, ela, se referindo ao governo de José Antonio Kast.
Cineasta chileno Patricio Guzmán, morto neste ano, recebe homenagem em Paris
A cidade de Paris homenageou neste sábado (7) o documentarista chileno Patricio Guzmán , morto em setembro. O evento aconteceu entre aplausos, cantos de ativistas e integrantes do grupo Quilapayún.