O modelo foi avaliado nas duas configurações disponíveis em um trajeto entre as cidades de São Paulo e Campos do Jordão . Mais do que a força dos motores, o que chamou atenção no teste foi a suspensão. O conjunto filtrou bem remendos, ondulações e outras imperfeições do asfalto. Há amortecimento com controle ativo e, na versão mais completa, um sistema pneumático.
Outro destaque do utilitário esportivo é seu eixo traseiro esterçante, que faz diferença principalmente em manobras. As rodas traseiras giram um pouco e facilitam entradas em garagens, por exemplo. Para um SUV de quase cinco metros, a sensação é de conduzir um carro menor.
A versão de entrada custa R$ 368.990 e carrega uma bateria com 75 kWh de capacidade. A autonomia homologada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) é de 348 km. Com tração traseira, a opção mais em conta do IM6 tem 295 cv de potência. Conforme o divulgado pela MG, essa configuração acelera de 0 a 100 km/h em 6,4 s.
O desempenho atende bem, mas trabalha perto do limite em situações como acelerações fortes ou retomadas em subidas. Não se trata de um carro lento, mas não há a sobra de potência encontrada na versão mais cara, anunciada por R$ 439.990.
É justamente nessa opção que o IM6 mostra outra personalidade. A arquitetura passa a 800 volts com bateria de 100 kWh, a tração é integral e a potência sobe para 752 cv, com 81,8 kgfm de torque. O zero a 100 km/h cai para 3,5 segundos, enquanto a autonomia homologada chega a 400 km.