China reforça resgate no Tibete e retira 12 mil pessoas de áreas de risco após terremoto

Apesar da retirada em segurança, o terremoto deixou 16 mortos e 76 feridos , segundo o balanço divulgado pelas autoridades chinesas. O abalo atingiu a região montanhosa de Nagqu, onde centenas de residências foram destruídas ou danificadas.

Por Admin ·

China reforça resgate no Tibete e retira 12 mil pessoas de áreas de risco após terremoto

Apesar da retirada em segurança, o terremoto deixou 16 mortos e 76 feridos , segundo o balanço divulgado pelas autoridades chinesas. O abalo atingiu a região montanhosa de Nagqu, onde centenas de residências foram destruídas ou danificadas.

Mais de 5 mil profissionais foram mobilizados para as ações de busca, atendimento médico e acolhimento. As operações enfrentam dificuldades provocadas pelo frio, pela altitude elevada e pela distância entre as comunidades atingidas.

Um dos resultados mais importantes foi registrado após três rodadas de buscas de casa em casa. Até a noite de sexta-feira (23/10), as autoridades informaram que não havia pessoas desaparecidas entre os moradores das localidades verificadas.

A área atingida fica a aproximadamente 4.800 metros de altitude, onde a baixa concentração de oxigênio e as temperaturas negativas dificultam o trabalho das equipes.

Em algumas comunidades, socorristas precisaram chegar a pé , pois as condições do terreno impediam o acesso de máquinas. A prioridade foi verificar as residências, localizar possíveis vítimas e identificar locais que ainda ofereciam perigo.

As buscas também foram acompanhadas de inspeções em encostas, estradas e construções danificadas. O objetivo é evitar que moradores retornem a áreas sujeitas a deslizamentos, quedas de rochas e novos desabamentos.

Para acolher os moradores retirados de suas casas , foram montadas estruturas temporárias em locais considerados seguros. Barracas, roupas de inverno, cobertores, alimentos e equipamentos de aquecimento estão entre os materiais enviados à região.

A Cruz Vermelha da China também participou da resposta emergencial, disponibilizando kits de higiene, suprimentos familiares e itens necessários à permanência nos abrigos.

Além da assistência imediata, o governo chinês destinou recursos para os trabalhos emergenciais e para a recuperação das áreas danificadas. O atendimento ocorre enquanto equipes avaliam as condições dos imóveis e da infraestrutura local.

O resgate no Tibete continua diante do risco de réplicas e de novos deslizamentos. Para as milhares de famílias retiradas, o principal desafio agora é garantir abrigo seguro e condições básicas de permanência até que seja possível avaliar o retorno às suas comunidades.