Chefe da campanha de Flávio Bolsonaro fala em 'golpe judiciário', e aliados sugerem fraude sem provas

O senador Rogério Marinho ( PL -RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou ser "impressionante o nível de intervenção de alguns ministros do STF ", após a decisão do ministro Cristiano Zanin que determinou a

Por Admin ·

Chefe da campanha de Flávio Bolsonaro fala em 'golpe judiciário', e aliados sugerem fraude sem provas

"Espero sinceramente que o bom senso prevaleça e qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere pelo bem da democracia", disse pelas redes sociais.

Marinho se juntou a outros aliados do candidato do PL que aproveitam a determinação do ministro para alavancar nas redes a narrativa de que haveria um golpe no país favorável ao presidente Lula ( PT ).

Um golpe foi tentado nas eleições de 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) consultou a cúpula das Forças Armadas sobre a possibilidade de impedir que Lula fosse empossado. O Supremo Tribunal Federal condenou o ex-presidente a mais 27 anos de prisão por ter liderado essa tentativa.

Flávio Bolsonaro vem prometendo que concederá um indulto ao pai caso eleito, e que Jair entregará a ele a faixa presidencial.

O pedido da campanha do petista para prorrogação da votação foi motivado por evidências de que eleitores enfrentaram dificuldades para chegar ao local de votação, devido à oferta insuficiente de transporte público —especialmente em Salvador e na capital paulista.

Na eleição de 2022, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) organizou blitze que dificultou o acesso de eleitores aos locais de votação, especialmente no Nordeste, região que é um reduto do eleitorado petista.

A própria campanha de Flávio também pediu a extensão da votação deste domingo, para cidades de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina, devido a condições climáticas adversas.

Nas redes, o influenciador Pablo Marçal ( PRTB ), que tem ajudado o candidato do PL a estruturar um eventual Ministério da Prosperidade, afirmou que estava indignado com a decisão, que, para ele, "tem cheiro de golpe". "Pode preparar que está vindo surpresa aí, isso não é normal, não", disse.

O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo), eleito senador no Rio Grande do Sul, afirmou que Zanin deu um "golpe" nas eleições com a prorrogação da votação e disse que Kassio Nunes Marques, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), deveria "enquadrá-lo imediatamente".

A acusação de golpe também foi repetida em uma transmissão ao vivo dos Estados Unidos, com os ex-deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o influenciador Paulo Figueiredo. Os dois primeiros foram condenados pelo Supremo e há mandados de prisão em aberto contra eles.