A atividade ocorre durante o ano todo, é gratuita e aberta a todos, independentemente de ter parente ou amigo sepultado no local. Questões religiosas não são abordadas.
A experiência dura de 40 minutos a uma hora e passa por seis estações —Coração de Homenagens, Orquidário, Bosque, Mirante, Praça da Eternidade e Lago com Carpas. A trilha foi criada em junho de 2026, na Semana Nacional do Meio Ambiente, e a ideia é estimular memórias através do contato com a natureza.
A diarista Clarice Ribeiro, 61, conta que não consegue superar a morte da mãe, há cinco meses; do filho, há um ano e oito meses; e de dois irmãos, que morreram em momentos diferentes desde a pandemia de Covid —um pela doença, outro vítima de assassinato.
"Faz bem para a minha saúde mental , aqui encontro outras pessoas que também tiveram perdas. Minhas irmãs falam 'acabou, não sei por que você está indo lá'. Venho e trago flores toda semana, até debaixo de chuva", diz.
Cemitério em São Paulo cria 'trilha da saudade' para ensinar sobre luto
Criada por duas psicólogas no amplo espaço de natureza do Cemitério Memorial Parque das Cerejeiras, no Jardim Ângela , zona sul de São Paulo , a Trilha da Saudade propõe uma reflexão sobre o luto e incentiva o participante a lembrar e homenagear pessoas querid