A possível derrota de Donald Trump nas eleições de meio mandato nos EUA está concentrando as apostas no mercado de previsões norte-americano. O pleito está marcado para 3 de novembro.
A Kalshi, que se dedica à negociação sobre o resultado de eventos futuros nos EUA, aponta 91% de chance de vitória da oposição democrata na Câmara e 66% no Senado.
Já a plataforma Polymarket registra 92% e 66%, respectivamente, além de 65% para uma "varredura democrata" nas duas Casas.
As apostas são feitas tomando como base as pesquisas de opinião e eleitorais.
O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos caiu para um nível recorde de baixa, à medida que os americanos se mostram preocupados com os altos preços da gasolina e parecem dispostos a punir seu Partido Republicano nas eleições para o Congresso de 3 de novembro, de acordo com uma pesquisa da Reuters/Ipsos encerrada na segunda-feira (19).
Cerca de 31% dos americanos dizem aprovar o desempenho de Trump no cargo, uma queda de um ponto percentual em relação a duas semanas antes e o nível mais baixo em qualquer um de seus mandatos presidenciais, segundo a pesquisa realizada ao longo de quatro dias.
As eleições de meio de mandato vão renovar quase todo o Congresso norte-americano e são consideradas cruciais para o presidente que está no comando do país.
A manutenção da maioria republicana na Câmara que apoia o presidente norte-americano é considerada altamente improvável . O resultado no Senado ainda é incerto.
A derrota do Partido Republicano enfraquecerá o governo Trump e deve ter impacto direto no Brasil.
Debilitado, o presidente norte-americano terá menos força para impor uma política externa que, na base de tarifaços, prejudicou o Brasil e causou estresse na relação com o governo Lula.
Caso Flávio Bolsonaro (PL) seja vitorioso, deve seguir contando com o apoio de Trump, que será, no entanto, um presidente debilitado.
O governo brasileiro bloqueou, em abril, ao menos 27 sites do chamado mercado de previsão, como Kalshi e Polymarket — plataformas onde se compram e vendem contratos apostando se um evento vai ou não acontecer, de eleições a jogos esportivos. No jargão do mercado financeiro, são chamados de derivativos.
As plataformas, no entanto, seguem sendo tratadas nas redes sociais brasileiras por grupos de direita como termômetro das eleições, de acordo com reportagem da BBC News Brasil.
A Kalshi foi cofundada em 2018 pela jovem brasileira Luana Lopes Lara, que comanda a empresa.
Ela é uma das maiores empresas dos chamados prediction markets — ou mercados de previsão — um setor que explodiu em popularidade nos Estados Unidos, tendo movimentando mais de US$ 44 bilhões em transações no último ano.