Casas Bahia adia divulgação de balanço do 3º trimestre para dezembro em meio à recuperação judicial

Em processo de recuperação judicial, a Casas Bahia adiou a divulgação dos resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026, inicialmente prevista para 11 de novembro. Em comunicado ao mercado, a companhia informou que os números serão a

Por Admin ·

Casas Bahia adia divulgação de balanço do 3º trimestre para dezembro em meio à recuperação judicial

Em processo de recuperação judicial, a Casas Bahia adiou a divulgação dos resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026, inicialmente prevista para 11 de novembro. Em comunicado ao mercado, a companhia informou que os números serão apresentados agora no dia 10 de dezembro.

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Segundo a varejista, a mudança ocorre pela necessidade de prazo adicional para a elaboração, consolidação e revisão das informações contábeis e financeiras, em meio aos processos operacionais decorrentes da recuperação judicial.

A empresa afirmou que a extensão do cronograma busca assegurar a consistência e a precisão das demonstrações financeiras, além do cumprimento das exigências regulatórias.

No último dia 21 de outubro, a Justiça de São Paulo aprovou o processamento do pedido de recuperação judicial da companhia e deu prazo até o fim deste mês para que o grupo resolva pendências na documentação apresentada ao juízo. A varejista tenta reestruturar um passivo que soma R$ 17,3 bilhões devidos a mais de 28 mil credores.

A juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), disse na ocasião que os fluxos de caixa das empresas do grupo precisariam ser individualizados .A juíza também manteve a proteção de 180 dias contra a execução de dívidas concedida a Casas Bahia em agosto, após a companhia admitir que houve "corrida de credores contra o patrimônio" da empresa desde a abertura do processo de recuperação, em 16 de agosto.

Em crise que atribui a juros elevados, restrição de crédito e pressão sobre consumo, a Casas Bahia pediu reestruturação, fechou quase 300 lojas e demitiu 3 mil funcionários.

Uma perícia judicial realizada em documentos e unidades da varejista apontou redução de estoque, áreas ociosas em alguns centros de distribuição e quadro de funcionários com 4,6 mil pessoas a menos em agosto. A análise ainda constatou que as vendas digitais tombaram 35% entre julho e agosto. A empresa entrou com pedido de recuperação judicial no dia 17 de agosto.