O grupo é inspirado no canal "Exército do Lula ", liderado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que promoveu grande mobilização nas redes a favor do presidente e contribuiu para sua virada no segundo turno, quando derrotou Flávio Bolsonaro (PL). O canal chegou a 10 milhões de seguidores no último fim de semana.
Criado na segunda-feira (26), um dia após a vitória do petista, o canal pró-Mélenchon tinha cerca de 46 mil seguidores na terça (27). Nesta sexta-feira (30), já são 157 mil.
A convocação partiu do deputado francês Antoine Leaument, que mencionou a experiência brasileira em vídeo divulgado nas redes sociais. "Nós vimos bem o que aconteceu no Brasil e não se preocupem, vamos aplicar um método que funcione", disse.
Na França, Mélenchon deve enfrentar a ultranacionalista Marine Le Pen . A candidata do Reunião Nacional lidera as intenções de voto com cerca de 35% do eleitorado, segundo a Reuters, e o candidato do França Insubmissa marca 16%.
O grupo no WhatsApp tem similaridades com o brasileiro, como a adoção de um tom urgente, voltado para a mobilização, e o anúncio de algumas missões. "Missão para continuar fazendo o canal crescer. Todo mundo deve fazer um story com o link do WhatsApp", diz uma das mensagens. "Vamos, vamos, vamos!".
Os argentinos também criaram um canal a partir da experiência brasileira: o "Exército do Peronismo", em oposição à reeleição de Milei em 2027. Na terça, eram mais de 40 mil inscritos. Nesta sexta, são 64 mil.
Já na Espanha, os progressistas lançaram o "La Fuerza de La Gente" em 8 de outubro, um dia após Janones ter anunciado o "Exército do Lula". O canal também ganhou tração após a vitória do petista. Na terça, eram 7 mil seguidores. Nesta sexta, são 42 mil.