O Rio de Janeiro foi o berço da expansão cafeeira do Brasil no século 19. O porto carioca centralizou os embarques da produção brasileira, que então era concentrada na própria cidade do Rio, na Baixada Fluminense, no Vale do Paraíba e na Zona da Mata Mineira.
Após a decadência dos cafezais pioneiros, a cafeicultura migrou para São Paulo e Minas Gerais. Nessa época, teve início um processo de modernização das fazendas, com a adoção de manejos mais adequados. Assim, começaram a produzir cafés de maior qualidade.
Foi quando surgiu o porto de Santos, que passou a escoar essa produção. Nessa época, era comum usar o nome do porto para indicar o tipo de café dele exportado. Portanto, o "café Santos" ficou conhecido como um café superior, enquanto o "café Rio" se referia a um produto de baixa qualidade.
De "café Rio" derivou o adjetivo "riado", usado para se referir aos grãos que tiveram uma fermentação indesejada e, por isso, produziam uma bebida com sabor fenólico –o popular "gosto de remédio".
Mas a associação do Rio a um café de baixa qualidade é equivocada, segundo Cristiana Beltrão, idealizadora do Instituto Bazzar –organização que tem pesquisado sobre o assunto e apoiado cafeicultores do estado.