Esse incremento de pontos de venda representa uma alta de 60%. Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, a capilaridade da rede de distribuição é um dos principais pontos para atingir o objetivo da companhia.
"É necessário ter a melhor rede de distribuição no Brasil, que é um país continental. Aumentar as concessionárias é importante para estar perto do consumidor, explicar o nosso carro para ele e aumentar a confiança no pós-venda", diz Baldy.
"A abertura da fábrica foi um pilar importante de promoção de segurança da empresa também. A marca não é aventureira, veio para ficar", disse Baldy, em entrevista à coluna durante premiação da pesquisa Folha Top of Mind, realizada pelo Datafolha. O evento aconteceu na noite desta terça-feira (27) em São Paulo.
A fala acontece em meio a críticas de montadoras brasileiras de que a BYD importa veículos semi-prontos no Brasil e não contribui para o desenvolvimento do setor automotivo do país.
Na semana passada, a companhia anunciou intenção de investimento acima dos R$ 10 bilhões para dobrar a capacidade da fábrica da montadora na Bahia. A planta atual ocupa o espaço da antiga planta da Ford no estado. Mas a companhia depende da aprovação de licenças para efetivar a obra.
Segundo Pablo Toledo, diretor de comunicação da empresa, esse investimento cumpre justamente o objetivo da companhia de aumentar sua capilaridade.
"É falso imaginar que a eletrificação e a BYD estão apenas nas capitais e grandes cidades. Não queremos que seja um fenômeno de metrópole", afirma