Braskem divulga a investidores detalhes de propostas de reestruturação da dívida

Empresa compartilha plano revisado com detentores de títulos

Por Admin ·

Braskem divulga a investidores detalhes de propostas de reestruturação da dívida

Credores e acionistas ainda divergem sobre os termos finais

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Bloomberg Credores e acionistas da Braskem estão mais próximos de um acordo para reestruturar cerca de US$ 11 bilhões (R$ 54,62 bilhões) em dívidas, segundo pessoas a par do assunto.

Propostas tanto da petroquímica quanto dos credores preveem uma oferta subsequente de ações, com injeção de capital por parte dos principais acionistas e de terceiros, além de uma conversão simultânea de dívida em ações pelos credores, conforme documentos sobre as negociações divulgados no sábado.

A injeção inicial de capital pelos acionistas e a conversão de dívida em ações pelos credores somariam cerca de US$ 4 bilhões (R$ 20 bilhões), segundo a proposta dos credores, e cerca de US$ 5 bilhões (R$ 25 bilhões), segundo a proposta da Braskem, mostram os documentos. Esse é o ponto em que as duas partes estiveram mais próximas de um acordo durante as negociações no processo de recuperação extrajudicial , disse uma das pessoas, que pediu para não ter o nome revelado, pois as conversas são confidenciais.

Apesar do progresso nas conversas, ainda persistem diferenças significativas entre as propostas, e um acordo não está garantido, disseram as pessoas.

Na proposta da empresa, os credores converteriam US$ 2,8 bilhões (R$ 14 bilhões) em ações, enquanto acionistas principais e terceiros se comprometeriam a injetar US$ 1,2 bilhão (R$ 6 bilhões) em uma oferta subsequente de US$ 2,25 bilhões (R$ 11 bilhões), prevista para ocorrer, provavelmente, ainda este ano. Caso seja necessário atingir determinadas métricas, os acionistas principais realizariam aporte adicional de até US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões), e os credores contribuiriam com até US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões) —por meio de injeção de capital e conversão de dívida— em junho de 2029.

Os credores concordam com um follow-on de US$ 2,25 bilhões, mas sugerem que US$ 1,85 bilhão (R$ 9 bilhões) desse montante seja garantido pelos principais acionistas ou por terceiros, desde que o compromisso seja firmado agora. Qualquer terceiro —que não os principais acionistas— que venha a oferecer esse tipo de garantia precisaria da aprovação dos credores antes da ratificação do plano, disseram eles.

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Os credores também propuseram uma conversão imediata de dívida em ações no valor de US$ 1,85 bilhão, com um compromisso adicional de US$ 450 milhões (R$ 2 bilhões) para junho de 2029, caso seja necessário.

Na proposta da companhia, a Petrobras e o IG4 Capital Group manteriam o controle e a gestão da Braskem.

O IG4 não quis comentar. A Petrobras não respondeu de imediato a mensagens solicitando um posicionamento. A Braskem disse que segue em negociações com credores no seu processo de recuperação extrajudicial e optou por não fazer mais comentários.

As conversas continuam e muitos detalhes ainda precisam ser definidos, segundo as pessoas. Embora ambas as partes tenham até o dia 22 de novembro para chegar a um acordo, a expectativa é que isso ocorra antes, afirmaram as pessoas.

A Braskem protocolou um pedido de recuperação extrajudicial em agosto. O plano, detalhado em documentos judiciais na ocasião, incluía o compromisso dos principais acionistas —ou de terceiros acordados— de aportar ou garantir a subscrição de novo capital após um período de carência; contudo, o montante, a estrutura e o cronograma permaneceram em aberto.

Desde então, a empresa e um grupo de detentores de títulos de dívida têm mantido negociações intensas para elaborar um plano de reestruturação definitivo e evitar um pedido de recuperação judicial . Anteriormente, os detentores de títulos solicitaram aos acionistas controladores —Petrobras e IG4 Capital Group— um aporte de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões) em capital novo, pedido que foi rejeitado.