A tecnologia foi criada pela Pax , empresa brasileira formada por especialistas em inteligência artificial. Desde 2025, a plataforma participou de mais de 7 mil casos policiais em Goiás, Paraná, São Paulo e Ceará, conforme balanço divulgado pela companhia em outubro de 2026.
O sistema também contribuiu para mais de 4,5 mil prisões e a recuperação de aproximadamente 2 mil veículos, de acordo com os dados publicados pela empresa. Os números representam ocorrências com participação da ferramenta, não crimes solucionados exclusivamente pela inteligência artificial.
O diferencial está na capacidade de reunir informações dispersas e identificar possíveis conexões que exigiriam a análise manual de grandes volumes de registros. A confirmação das pistas, no entanto, continua sob responsabilidade dos investigadores.
Em Paranaguá, no litoral paranaense, investigadores procuravam um automóvel utilizado por autores de um homicídio. A característica conhecida era uma lanterna traseira esquerda que não funcionava.
Com essa descrição, a plataforma identificou imagens compatíveis com o veículo . O automóvel circulava com placa falsa e havia sido roubado semanas antes.
Em menos de 24 horas, o carro foi recuperado e dois homens que estavam com ele foram presos. A ocorrência foi documentada pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná , que apresentou o episódio como um dos resultados do programa Olho Vivo.
A ferramenta permite que policiais procurem características como cor, modelo, roupas e detalhes visuais em registros de videomonitoramento. Também cruza informações de boletins de ocorrência, veículos e bases policiais.
Entre os profissionais ligados ao desenvolvimento e à operação da tecnologia estão Igor Dias e João Lucas Rolim, formados pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), e Danilo Siqueira, graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), conforme reportagem do MundoBA .
A aplicação não depende apenas da leitura de placas. Em Goiás, por exemplo, a Secretaria de Segurança Pública relatou uma prisão realizada no mesmo dia de um roubo de celular, apesar de suspeitos terem tentado esconder e adulterar a identificação de uma motocicleta.
A utilização da inteligência artificial já produz resultados documentados por órgãos estaduais. No Paraná, um balanço divulgado em julho de 2026 registrou 780 crimes esclarecidos em seis meses com apoio do programa Olho Vivo .
O sistema também auxilia na busca por pessoas desaparecidas . Na Região Metropolitana de Curitiba, policiais conseguiram localizar com vida um rapaz após a análise do trajeto de um veículo da família, identificado com auxílio de uma bicicleta presa ao porta-malas.
Apesar dos avanços, a plataforma não determina a culpa de uma pessoa. Os resultados precisam ser examinados por policiais credenciados, e cada consulta fica registrada para permitir auditoria.
Na prática, a IA para investigar crimes permite iniciar buscas mesmo quando não há placa legível ou identificação completa do suspeito. A t ecnologia ajuda a encontrar possíveis pistas ; verificar sua relação com o crime e decidir os próximos passos continuam sendo tarefas humanas.
Brasileiros criam IA para investigar crimes que encontra pistas até em detalhes de carros
A tecnologia foi criada pela Pax , empresa brasileira formada por especialistas em inteligência artificial. Desde 2025, a plataforma participou de mais de 7 mil casos policiais em Goiás, Paraná, São Paulo e Ceará, conforme balanço divulgado