A conquista ocorreu entre os dias 28 e 29 de setembro de 2026, quando Fernanda percorreu 172,8 quilômetros em 19 horas, 50 minutos e 8 segundos . O desafio foi realizado a aproximadamente 3.700 metros de altitude, em uma região conhecida pelas condições extremas.
Até então, a melhor marca conhecida pertencia ao brasileiro Valmor Giuseppe Leonardo, que havia concluído o mesmo percurso em 33 horas, 4 minutos e 10 segundos, em 2023. Fernanda reduziu esse tempo em aproximadamente 40% , estabelecendo uma nova referência para a rota.
O resultado foi registrado na plataforma internacional Fastest Known Time (FKT), dedicada a documentar os melhores tempos conhecidos em percursos esportivos. A marca da brasileira passou a ser a mais rápida registrada para a travessia, independentemente da categoria masculina ou feminina.
Apesar da aparência plana, o Salar de Uyuni apresenta obstáculos que tornam a corrida especialmente exigente. A altitude reduz a disponibilidade de oxigênio, enquanto as condições do terreno podem mudar conforme o clima.
Durante a jornada, Fernanda enfrentou trechos de lama, água acumulada e buracos encobertos após uma tempestade de granizo. Em alguns momentos, precisou adaptar o ritmo para atravessar as áreas mais difíceis e chegou a trocar calçados e meias.
Outro desafio surgiu depois dos primeiros 100 quilômetros, quando a ultramaratonista começou a enfrentar dificuldades para se alimentar. Mesmo com o desgaste físico, conseguiu seguir até a cidade de Uyuni e concluir o percurso iniciado em Llica.
A conquista na Bolívia se soma a uma trajetória de desafios em alguns dos ambientes mais exigentes do planeta. Fernanda Maciel possui experiência em ultramaratonas, provas de resistência e percursos realizados em grandes altitudes.
Em dezembro de 2022, a atleta completou a subida e a descida do Monte Vinson, na Antártida, em 9 horas, 41 minutos e 38 segundos , segundo registros da plataforma FKT.
Outra conquista ocorreu em 2016, no Aconcágua, na Argentina. Na ocasião, Fernanda percorreu o trajeto de subida e descida da montanha em 22 horas e 52 minutos , consolidando mais uma marca em sua carreira.
Com o resultado na Bolívia , a travessia do Salar de Uyuni passa a ter um novo tempo de referência documentado pela FKT. Para superar a marca brasileira, outro atleta precisará completar o percurso em menos de 19 horas, 50 minutos e 8 segundos e apresentar um registro válido à plataforma.
Brasileira faz travessia do Salar de Uyuni e bate recorde na Bolívia
A conquista ocorreu entre os dias 28 e 29 de setembro de 2026, quando Fernanda percorreu 172,8 quilômetros em 19 horas, 50 minutos e 8 segundos . O desafio foi realizado a aproximadamente 3.700 metros de altitude, em uma região conhecida pe