O resulado é o menor nível em dois anos, ajudado por um superávit comercial mais forte.
Em setembro, as transações correntes da maior economia da América Latina registraram déficit de US$ 5,1 bilhões (R$ 27,69 bilhões), enquanto economistas consultados em pesquisa da Reuters esperavam saldo negativo de US$ 5 bilhões.
Depois de aumentar acentuadamente em 2025, o déficit em transações correntes do Brasil acumulado em 12 meses vem apresentando melhora constante, apoiado por um superávit comercial crescente, impulsionado pela forte alta dos preços do petróleo, uma vez que o país é exportador líquido da commodity.
O fortalecimento da balança comercial brasileira mais do que compensou o aumento dos déficits nas contas de serviços e de renda, que também apresentaram deterioração em setembro.
O IDP (investimento direto no país) somou US$ 11,29 bilhões (R$ 61,33 bilhões) em setembro, superando amplamente os US$ 6,5 bilhões esperados pelos economistas na pesquisa da Reuters.
Nos 12 meses até setembro, o IDP subiu para 3,43% do PIB, ante 3,39% no mês anterior, permanecendo bem acima do déficit em transações correntes e indicando que os fluxos de capital de longo prazo continuaram financiando integralmente o déficit externo.