A campanha de Flávio Bolsonaro ( PL ) transformou os bloquinhos eleitorais impulsionados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em uma das principais apostas para mobilizar apoiadores nas ruas e responder aos atos da esquerda em favor do presidente Lula ( PT ), que ganharam corpo no segundo turno.
Com trios elétricos, paredões, jingles provocativos e estética jovem, os atos de rua passaram a concentrar boa parte da agenda do presidenciável na reta final da campanha.
A estratégia reproduz, em âmbito nacional, os atos organizados pelo deputado em sua campanha de reeleição em Minas Gerais , no primeiro turno. Batizados de "Bloquinhos do Nikolas", os eventos passaram por mais de dez cidades mineiras, com participação de Flávio em três delas.
Depois de ser criticado pelo ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) pela suposta falta de engajamento no apoio a Flávio , Nikolas se transformou no principal rosto da campanha do presidenciável, percorrendo atos em diversos estados ao lado do senador.
Neste segundo turno, os atos passaram a ser chamados de "Bloco do 22", em referência ao número do partido nas urnas. Em uma live na última quinta-feira (15), Flávio disse que em 14 eleições nunca havia feito campanha neste formato.
"É uma grande inovação de alguns craques da nossa geração da direita, que a esquerda deve invejar muito de não ter Andrés Fernandes, Nikolas Ferreiras e Eduardas Campopianos na sua linha de gerações que vão dar continuidade ao trabalho", afirmou.
A estratégia também se apoia em experiências anteriores de aliados. Desde 2024, quando disputou a Prefeitura de Fortaleza , o deputado federal reeleito André Fernandes (PL-CE) passou a reunir multidões em atos com paredões e minitrios. Na eleição deste ano, replicou a fórmula com ainda mais sucesso.