Segundo analistas, o resultado pode reverter a tendência recente da Bolsa , que renovou recorde após Flávio superar Lula no primeiro turno, e do dólar , que voltou para o nível abaixo de R$ 5. Também há temor de um circuit breaker no pregão da B3 —paralisação dos negócios por 30 minutos quando há queda superior a 10% no Ibovespa, índice de referência do mercado acionário.
Perto das 7h30, o fundo de índice (ETF) EWZ, que replica uma cesta de ações brasileiras em Nova York, despencava mais de 26% no pré-mercado. Já os contratos futuros do real para novembro e dezembro recuavam em torno de 10% cada.
Entre os ADRs das principais companhias brasileiras listadas, Itaú e Bradesco derretiam respectivamente 28% e 25%, enquanto Petrobras caía 23%. As baixas de Vale e Embraer eram menos acentuadas -3,31% e 3,77%, respectivamente.
Considerando ações de empresas brasileiras listadas em Nova York, a da XP tinha o recuo mais acentuado, despencando acima de 45%, enquanto a do Nubank caía 20%. JBS, por sua vez, caía em torno de 2%.
Segundo analistas, a reação deve se estender no pregão à vista, com forte pressão de alta sobre o dólar e os juros futuros e de queda no Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro.
Para os investidores, a continuidade do atual presidente aumenta o temor de falta de ajustes na trajetória das contas públicas.
A expectativa de menor controle fiscal tende a elevar o prêmio de risco exigido pelos investidores para financiar o governo, pressionando a curva de juros. Taxas mais altas, por sua vez, podem encarecer o crédito para as empresas e piorar as perspectivas de lucro, pressionando o mercado acionário.