Investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o filho de Jair Bolsonaro (PL) ignorou a ordem do ministro Alexandre de Moraes para entregar os passaportes e embarcou na noite de terça em um jato privado operado pela Baires Fly S.A., empresa citada em uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos no governo Milei.
Segundo o El Clarín, Caputo monitorou a operação de fuga desde o início, quando empresas vinculadas à Embaixada dos Estados Unidos teriam contratado o voo da Baires Fly.
Na terça pela manhã, quando jornalistas e aliados tentavam descobrir o paradeiro de Flávio, o assessor de Milei publicou no X uma imagem do filme "O Grande Truque", do diretor Christopher Nolan, sobre mágicos rivais.
A postagem foi feita minutos antes da primeira declaração do governo argentino sobre o assunto, quando foi dito que o filho de Bolsonaro não havia ingressado no país. Jornalistas do país noticiavam que Flávio havia tentado fugir na madrugada de terça pelo aeroporto de Puerto Iguazú, mas que havia ocorrido um problema nos trâmites.
O filho de Bolsonaro de fato decolou na aeronave identificada pelos jornalistas, mas apenas na terça à noite. Conforme as autoridades argentinas, sua família teria embarcado às 23h30 .
Na terça à tarde, aliados de Flávio informaram a jornalistas brasileiros que ele já estava em um voo em direção aos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (28), com a confirmação de que o senador embarcou, na verdade, horas depois, eles afirmaram que também foram despistados pelo clã Bolsonaro.
No X, Caputo, assessor de Milei, escreveu que a cobertura jornalística foi um vexame. Segundo o El Clarín, ele próprio foi apontado por integrantes do governo argentino como um dos envolvidos na inteligência que possibilitou a fuga de Flávio.
Ainda segundo o jornal, o assessor tem comunicação direta com pessoas influentes no governo americano de Donald Trump.