A conclusão consta de um estudo publicado na última quarta-feira (21) na revista científica Frontiers in Fish Science . A arraia-manta ( Mobula birostris ), também chamada de jamanta, tem nadadeiras semelhantes a asas e pode chegar a oito metros de envergadura.
Para o estudo, os cientistas monitoraram 71 espécimes entre 2018 e 2025 nas águas da Costa Rica . A maioria delas, 59, foi equipada com transmissores acústicos, e as demais, acompanhadas por meio de etiquetas de satélites. Também houve o uso de identificação fotográfica.
"Ao combinar diferentes tecnologias, conseguimos montar um mapa altamente detalhado de seus deslocamentos e do uso que fazem das estações costeiras de limpeza", disse Jeffry Madrigal-Mesén, diretor do grupo de pesquisa Mantas Costa Rica e autor do novo estudo.
Uma estação costeira de limpeza é uma área de recife rochoso onde pequenos peixes removem parasitas da pele das raias-manta, em um exemplo de comportamento simbiótico.
As arraias-mantas menores e imaturas permaneceram nas águas costeiras da Costa Rica, dentro da chamada zona econômica exclusiva do país. Já os indivíduos maiores e maduros fizeram viagens de longa distância, e alguns chegaram até as águas ao largo da Guatemala.
"Isso nos leva a crer que as arraias-manta menores não se arriscam nessas longas migrações, provavelmente devido à ameaça de grandes predadores, como orcas e tubarões-tigre", afirmou Madrigal-Mesén.
Os animais menores analisados no estudo mediam entre 3 e 3,5 metros de largura, em comparação com cerca de 4 a 4,5 metros entre os que faziam as viagens mais longas.
Um indivíduo jovem, com três metros de largura, pareceria enorme para a maioria dos nadadores. Ainda assim, esse tamanho talvez não seja suficiente para protegê-lo.
Madrigal-Mesén afirmou que o tamanho colossal da espécie é um de seus principais mecanismos de defesa. "É bastante comum ver animais sem partes do corpo e, em muitos casos, o formato dos ferimentos sugere fortemente que sejam mordidas de outros grandes predadores marinhos."