"Terminado o processo eleitoral, o desejo é que o novo governo acerte e recupere a economia para dar à população condições de melhorar sua qualidade de vida, bem como conduza a Nação visando à harmonia", diz a íntegra do comunicado, que não cita o presidente Lula (PT).
Nunes havia viajado para Brasília para acompanhar a apuração ao lado de Flávio. Seu aliado em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), também estava presente.
Ao falar com a imprensa, diferentemente da posição de Nunes nesta segunda, Flávio disse que era impossível reconhecer a derrota e que pediria anulação do resultado .
O prefeito se empenhou pela eleição do bolsonarista. Ainda no começo da campanha, organizou um café da manhã com prefeitos e vereadores paulistanos, com o objetivo de introduzir Flávio ao eleitorado da periferia da capital e das cidades da região metropolitana.
No segundo turno, Nunes foi um dos principais articuladores da aproximação do MDB à campanha de Flávio — o partido havia optado pela neutralidade na etapa inicial — e reuniu dirigentes de 17 estados em um encontro com o senador, em uma casa nos Jardins que havia servido como comitê político para Tarcísio.
Após a primeira manifestação na avenida Paulista em apoio a Lula , no dia 11, o prefeito mobilizou sua rede de apoiadores para reunir número equivalente de manifestantes no ato preparado para receber Flávio Bolsonaro na avenida no domingo seguinte, 18.
Conforme a Folha mostrou, servidores afirmaram ter sido convocados para o evento, sob boatos de demissões daqueles que faltassem.
Na última sexta-feira (23), em decorrência dessas informações, a Justiça do Trabalho havia determinado que a Prefeitura se abstivesse de pressionar ou induzir a participação de servidores em atos de campanha eleitoral e garantisse a todos o livre exercício do voto e da orientação política.