Antonelli diz que GP de São Paulo parece corrida em casa e sonha com vitória

A idolatria por Ayrton Senna criou uma conexão entre Kimi Antonelli e o Brasil que faz o italiano sentir-se em casa quando visita o país. Seu carinho e respeito pelo tricampeão despertaram uma empatia do público brasileiro por ele, que quer retribuir neste dom

Por Admin ·

Antonelli diz que GP de São Paulo parece corrida em casa e sonha com vitória

Campeão mais jovem da história da F1 , aos 20 anos, com sua conquista recém-confirmada no México, no último domingo (1º), o italiano almeja agora conquistar sua primeira vitória no GP São Paulo.

"Se pudesse escolher uma corrida para vencer, seria esta. Quero vencer aqui no Brasil", disse nesta quarta-feira (4), em um evento na capital paulista.

Mesmo com dois brasileiros na pista, Gabriel Bortoleto pela Audi e Rafa Câmara pela Haas , uma dobadrinha que não acontecia desde 2016, Antonelli espera que torçam por uma vitória dele. Será a segunda oportunidade do italiano de correr no Brasil. Antes da primeira, no ano passado, ele causou comoção nos fãs de automobilismo ao visitar o túmulo de Senna.

"O apoio dos brasileiros tem sido incrível. Com certeza, depois daquela foto [no cemitério], aumentou ainda mais. Percebi isso claramente. Mas, desde que comecei a vir para cá, o apoio do Brasil sempre foi extraordinário ao longo de todo o ano", afirmou o piloto da Mercedes.

"É por isso que fico tão animado para vir. É como se fosse uma corrida em casa, embora não seja. O apoio dos brasileiros é tão grande que realmente parece uma corrida em casa", acrescentou.

O jovem desembarcou no país como campeão ao terminar o GP do México em terceiro. Com ampla vantagem sobre os correntes, ele nem precisava subir ao pódio para celebrar a conquista, pois lhe bastavam dois pontos para a glória.

Ao terminar no top 3, ele conseguiu ser protagonista de um momento que ficou instantaneamente icônico na história da categoria. Ele foi erguido pelo heptacampeão Lewis Hamilton e pelo tetracampeão Max Verstappen, reunindo 12 títulos no pódio, com diferentes gerações de campeões. O holandês tem 29 anos, e o inglês, 41.

Kimi chegou ao Brasil no começo da semana, em voo direto do México. Assim que desembarcou, teve como primeiro compromisso uma visita à família de Ayrton Senna (1960-1994). Ele sempre reitera que é fã, embora tenha nascido 12 anos após a morte do brasileiro.

O encontro ocorreu na Fazenda Dois Lagos, em Tatuí, no interior paulista, a cerca de 150 quilômetros de São Paulo. A propriedade foi comprada por Senna no fim da década de 1980.

Antonelli, que corre com o número 12 em homenagem ao tricampeão, registrou o momento no Instagram e escreveu "obrigado" em português. "Um dia inesquecível. Obrigado a toda a família Senna. Levará algum tempo para me acostumar, mas vou levar essas memórias comigo para sempre", acrescentou na legenda.

Nesta quarta, ao falar do encontro, ele destacou a influência de Senna em sua vida e seu desejo de ajudar a manter vivo o legado do tricampeão.

"Ele não foi apenas um grande piloto mas também uma pessoa muito especial fora das pistas. O que ele fez pelo Brasil foi muito especial", disse. "Sempre que puder, vou tentar carregar o legado de Senna comigo, porque ele é muito importante para mim. Seu legado é muito forte no mundo inteiro."

O italiano compartilha algumas coincidências com Senna, como o fato de ambos terem conquistado a primeira pole e a primeira vitória da carreira na segunda corrida da segunda temporada na F1. Kimi alcançou o feito em 2026, e Senna, em 1985, correndo com sua icônica Lotus preta.

Assim como fez em 2025, em seu ano de estreia na categoria, o jovem piloto aproveitou o fim de semana do GP São Paulo para visitar o túmulo de Senna nesta semana.

Antonelli também cultiva uma relação próxima com os brasileiros que estão atualmente no grid da F1, Gabriel Bortoleto, da Audi, e Rafa Câmara, que fará neste domingo sua estreia na categoria pela Haas.

O italiano lembrou que correu recentemente com Câmara na F2 e afirmou que deseja ver a dupla correndo em carros mais competitivos nos próximos anos para que os três possam brigar por vitórias.

"Acho que os dois são pilotos incríveis e muito rápidos. Espero poder disputar corridas contra eles no futuro", afirmou. "Eles merecem ter um carro rápido, porque são muito talentosos. Espero que, em breve, estejamos todos brigando pelas primeiras posições."