02/11/2026 05h00 Atualizado 02/11/2026 05h00
Toda derrota deixa um gosto amargo na boca, mas alguns contextos podem tornar o sabor menos ruim. Assim saiu o Vasco da derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, ontem, na partida de ida da semifinal da Copa do Brasil. O time de Pedro Emanuel sofreu um abafa na maior parte do jogo e ainda teve que segurar as pontas na reta final, quando perdeu Saldívia, expulso. O único gol foi de Maurício, e ficou barato: a equipe terá a oportunidade de decidir a vaga na final em São Januário, no próximo domingo. Uma vitória pela diferença mínima leva a disputa para os pênaltis.
— Pela forma como foi a partida, acho que fizemos um bom jogo. Depois, com um jogador menos, aguentamos muito bem e, bom, acho que a série está aberta — disse Sosa.
Apesar de uma formação com três zagueiros, o time de Abel Ferreira soube ser ofensivo e incomodar o visitante desde o início. As movimentações de Maurício e Jhon Arias, ora pelos lados, ora pelo centro, foram essenciais para a pressão que impediu o Vasco de construir jogadas. Os zagueiros cruz-maltinos foram forçados a dar bicões ou fazer lançamentos, deixando Bruno Duarte em condições desfavoráveis nas disputas pelo alto com a defesa alviverde, que ganhou quase todas.
As roubadas de bola também renderam chegadas perigosas com Piquerez, Flaco López e Giay. O último errou uma finalização sem goleiro, após uma saída ruim de Léo Jardim.
Mas foi Maurício, o brasileiro naturalizado paraguaio, quem abriu o placar. Enquanto o Palmeiras martelava em busca do gol, Jhon Arias fez grande jogada pela esquerda, passou por três marcadores e abriu espaço para Marlon Freitas encontrar o meia-atacante, que dominou com a direita e bateu forte com a esquerda.
A pressão continuou na primeira etapa, mas o Vasco se segurou e voltou do intervalo mais ofensivo, com Cuiabano no lugar de Piton, que teve atuação discreta e estava amarelado.
Com uma válvula de escape pela esquerda, o time cresceu e chegou perto do gol numa finalização de Cuiabano, defendida por Carlos Miguel. O goleiro também precisou salvar um passe “na fogueira” de Evangelista, dando um bicão na bola sobre a linha do próprio gol.
Foi nesse momento de equilíbrio que ocorreu um dos lances mais contestados da partida. Lescano atacava pela esquerda e driblou Barboza, que saltou para cortar a trajetória da bola e a tocou com a mão dentro da área. Os jogadores do Vasco reclamaram, mas Anderson Daronco gesticulou, indicando ter visto o lance e considerado o movimento normal, com o braço próximo ao corpo.
Após a partida, o diretor de futebol do Vasco, Admar Lopes, classificou a atuação do árbitro como “vergonhosa” e cobrou a intervenção do VAR no lance.
— O VAR está aqui para apurar e não teve qualquer intervenção — afirmou o dirigente, que também contestou os critérios disciplinares e pediu cuidado à CBF na escolha da arbitragem do jogo de volta.
Em campo, o duelo seguiu aberto, com lances perigosos dos dois lados. O Vasco insistia pela esquerda, com Cuiabano. Já o Palmeiras renovou o meio com Andreas Pereira, que passou a fazer cruzamentos para a área. O ritmo mudou de vez, porém, com a expulsão de Saldívia, outra decisão criticada pelo dirigente vascaíno.
O zagueiro havia recebido amarelo no primeiro tempo por interromper um contra-ataque de Jhon Arias e levou o segundo cartão por uma falta em Vitor Roque na etapa final. Admar contestou as punições e comparou o primeiro amarelo à ausência de cartão em uma falta sofrida por Colidio no início do jogo.
— No lance do primeiro cartão amarelo de Saldívia, foi uma falta, um empurrão, no meio do campo. Um lance sem qualquer perigo — reclamou.
Com um jogador a mais, o Palmeiras pressionou para ampliar, mas Pedro Emanuel colocou mais um zagueiro, Gabriel, no lugar de Colidio. O Vasco resistiu e manteve um placar desfavorável, mas possível de reverter dentro de casa.
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