Em "100 Dias", que estreia nesta quinta , a jornada divide a tela com dramas pessoais do explorador, como o gênio instável e sua relação com o pai autoritário, explorados em flashbacks. Enquanto atravessa águas solitárias, o protagonista relembra aqueles que o ajudaram a chegar ali e as frustrações que tenta superar.
"Gravamos quase todas as cenas do passado antes das cenas do mar, para que eu pudesse sentir falta dos outros atores durante os 80% do filme em que estaria sozinho", diz o ator Filipe Bragança , a quem Klink confiou a história que o tornou conhecido.
Na época, após desembarcar na Bahia, o navegador compartilhou suas motivações com jornalistas. Entre elas, destacou que o feito inédito era um modo de reforçar a importância das relações entre a ciência e a natureza. Não à toa, a IAT, embarcação que usou na travessia, foi feita sob medida para a ocasião.
Numa cena do filme, por exemplo, o explorador e o engenheiro paulista José Carlos Furia, vivido por Duda Mamberti, criam um sistema que permitiria ao barco retomar a posição correta após capotar. No processo, Klink demora a entender a utilidade do recurso e se enfurece.