Esses interlocutores do político, que se dizem contrários à fuga, dizem que o plano foi organizado e viabilizado por um advogado próximo do clã Bolsonaro. O senador está incomunicável, e o coordenador de sua campanha, Rogério Marinho, negou inicialmente a fuga.
O senador não reconheceu a derrota para Lula, mas desistiu de protocolar ação pedindo a anulação da eleição devido ao prolongamento do horário de votação no domingo —apenas 0,03% dos votos foram registrados no período extra de duas horas, determinado pela Justiça devido à falta de ônibus em várias cidades.
Segundo a versão desses aliados de Flávio, a decisão foi tomada na segunda (26), após o ministro do Supremo Alexandre de Moraes mandar recolher os passaportes brasileiros e o italiano do senador, que tem cidadania do país europeu.
Flávio é investigado em duas ações criminais, sob suspeita de lavagem de dinheiro e outros crimes no âmbito do caso do Banco Master e dos desvios no INSS. A partir de fevereiro, quando deixará o mandato de senador pelo Rio, ele perde o foro privilegiado no Supremo.
Nesta terça, a Polícia Federal cancelou o documento brasileiro de Flávio após o senador não cumprir a decisão judicial. Mas a identidade italiana segue válida. A PF emitiu um alerta para vigiar as fronteiras, mas pode ter sido tarde.
O caminho exato do ex-candidato é incerto. Na versão desses aliados, o senador viajou a partir da Argentina, mas não de Puerto Iguazú, onde um avião executivo Gulfstream tinha seu nome na lista de passageiros, mas não decolou.