Além do Saci e do Curupira, conheça figuras do lado B do folclore brasileiro

Quando pensamos em folclore brasileiro, logo vêm à mente personagens como o Saci , a Cuca e o Curupira . Mas o imaginário popular guarda muitas outras criaturas, espalhadas por florestas, rios e comunidades de diferentes regiões do país.

Por Admin ·

Além do Saci e do Curupira, conheça figuras do lado B do folclore brasileiro

Algumas nasceram de tradições indígenas; outras se relacionam com o trabalho, a vida cotidiana e a maneira como cada comunidade compreende a natureza. Mas é bom ficar atento aos nomes que conhecerá a seguir –afinal, nunca se sabe quando um deles pode estar à espreita.

Imagine ouvir um assobio agudo do lado de fora de casa durante a madrugada. Você olha pela janela, mas não encontra ninguém. Nas proximidades da floresta amazônica , esse som pode anunciar a chegada da Matinta Perera, que é descrita como uma mulher idosa que se transforma em ave durante a noite. Alguns dizem que sua versão de asas é o pássaro martim-pererê, enquanto outros afirmam ser uma coruja. A criatura sobrevoa as casas e só interrompe seu assobio quando alguém promete lhe dar um presente, como tabaco ou café. No dia seguinte, ela aparece para cobrar a promessa.

Nas águas do Velho Chico, como é conhecido o rio São Francisco, vive uma criatura que pode assustar até os pescadores mais experientes. De baixa estatura, corpo forte, cabeça grande e um único olho no meio da testa, o Caboclo d’Água pode virar canoas, espantar peixes e provocar confusão para quem cruza o seu caminho. Sua lenda faz parte do cotidiano das comunidades que vivem às margens do rio, que é essencial para a pesca, o transporte e a sobrevivência.

Com cabelos muito compridos e passos ligeiros, a Comadre Fulozinha protege a vegetação e os animais, principalmente entre os estados da Paraíba e Pernambuco. Reza a lenda que ela pode ajudar quem respeita a mata, mas também prega peças em caçadores e pessoas que destroem a natureza. Uma de suas travessuras mais conhecidas é fazer nós nos rabos e nas crinas dos cavalos, deixando os donos intrigados.