Alcolumbre tenta acordo entre Congresso, governo e STF por ‘pacificação’ e avalia aceno a Bolsonaro

28/10/2026 15h49 Atualizado 28/10/2026 15h49 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avalia construir um acordo para fazer um aceno ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Aliados do senador dizem que Alcolumbre entende que as institu

Por Admin ·

Alcolumbre tenta acordo entre Congresso, governo e STF por ‘pacificação’ e avalia aceno a Bolsonaro

28/10/2026 15h49 Atualizado 28/10/2026 15h49

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avalia construir um acordo para fazer um aceno ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Aliados do senador dizem que Alcolumbre entende que as instituições do país precisam trabalhar por uma pacificação que supere as crises que envolvem o bolsonarismo, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Supremo Tribunal Federal.

Alcolumbre tenta ser reconduzido ao comando da Casa em fevereiro e enfrenta hoje a oposição de senadores ligados a Bolsonaro. O PL, partido do ex-presidente, alcançou mais de um terço da Casa, com 29 senadores a partir do ano que vem, e terá a maior bancada do Senado.

Diversos senadores eleitos de direita, como Guilherme Derrite (PP-SP), André do Prado (PL-SP), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Deltan Dallagnol (Novo-PR) e Evair de Melo (Republicanos-ES) descartam qualquer acordo para apoiar Alcolumbre e fizeram suas campanha com o mote de enfrentar o STF.

Como forma de atrair parte desse grupo, Alcolumbre tenta fechar um acordo para reduzir o cerco judicial contra a oposição.

Um aceno nessa linha chegou a ser tentado antes das eleições, já no ano passado, com a aprovação de um projeto que reduz as penas de Bolsonaro, preso após ser condenado por liderar uma trama golpista, e outros condenados pelos ataques do 8 de Janeiro. A iniciativa foi suspensa pelo Supremo e ainda não há previsão de quando o caso deve ser analisado pela Corte.

A redução das penas, no entanto, foi criticada por parte da oposição, que deseja uma anistia ampla que perdoe a pena de Bolsonaro e o tire da prisão. O plano do grupo da oposição era que fosse dado um indulto presidencial a Bolsonaro ou que o Congresso aprovasse a anistia ampla.

A ideia era aplicar uma das duas medidas caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tivesse vencido a eleição presidencial, mas, mesmo diante da vitória do presidente Lula, Alcolumbre tenta um acordo, que incluiria o petista, para reduzir a tensão institucional com o bolsonarismo.

Lula ainda não foi consultado pelo presidente do Senado sobre o assunto e o entendimento é que as conversas ainda estão no estágio inicial.

Ainda que Flávio Bolsonaro tenha perdido a eleição e fugido do país depois da derrota, o PL elegeu a maior bancada do Senado e também a maior da Câmara, com 121 deputados federais, sendo uma força relevante no Congresso.

Alcolumbre procurou senadores, integrantes da Câmara e do Poder Judiciário para debater alternativas para baixar a temperatura das tensões entre as instituições. Apesar disso, ainda não foi fechado um acordo sobre como isso deverá ser feito.

Esse grupo também cobra o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes, considerado inimigo político pelo bolsonarismo por relatar casos que miraram o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. O desgaste político de Moraes se ampliou depois de reveladas conexões dele com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

O impeachment de Moraes é uma bandeira pela qual diversos senadores bolsonaristas se elegeram na disputa de 2026, além do PL, partidos como PP, Novo e Republicanos também elegeram senadores que tentam articular o impeachment do ministro.

Apesar disso, o entendimento é que Alcolumbre não trabalhará para afastar o ministro, de quem é aliado, da Corte. A tentativa de aceno ao bolsonarismo também é uma forma de reduzir a pressão sobre Moraes.

Alcolumbre aposta em uma aliança com senadores de partidos do Centrão que são próximos dele, do PT e outras siglas da base de Lula, como PSB e PDT, para seguir no cargo, o que daria a ele uma base de 33 parlamentares.

O número é um pouco maior que os 31 senadores que o PL e o Novo, que rejeitam qualquer acordo com Alcolumbre, terão a partir do ano que vem. O cenário é desafiador para o presidente do Senado porque estarão também em disputa os votos das bancadas do PP, Republicanos, Podemos e PSDB, que somam 16 parlamentares.

Os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) tentam se viabilizar como candidatos à presidência do Senado. Em uma estratégia para se fortalecer, Alcolumbre conseguiu o apoio da federação União Brasil-PP, que também tem Tereza Cristina entre seus membros.

Ainda assim, mesmo com o apoio da cúpula dos partidos, a ala de oposição da federação resiste a apoiar Alcolumbre. Após os partidos divulgarem apoio a Alcolumbre, Derrite disse que não apoiaria o presidente do Senado e que estaria com o nome que a oposição escolhesse, citando Marinho e Tereza.

Nova interface facilita a comparação de servidores e o acompanhamento da conexão durante as partidas.

Arnab atingiu o estado de Andhra Pradesh com chuvas intensas e rajadas de até 135 km/h; pelo menos 89 mil pessoas foram retiradas de áreas vulneráveis

Reconhecimento da FIA Business School em parceria com o Estadão marca o segundo ano consecutivo da Framework no ranking e reforça a consistência de sua cultura organizacional, também reconhecida pelo GPTW em Minas Gerais em 2026.

Ainda não há proposta fechada, mas bolsonaristas querem indulto ou anistia ao ex-presidente

Julgamento de mérito no dia 12 não reverteria a decisão da entidade e do próprio tribunal

Levantamento reúne resultados de 42 seções eleitorais em Flamengo, Vasco, Fluminense e no estádio do Botafogo; números retratam os eleitores desses locais, não as preferências das torcidas

A perda do mandato não é automática e só ocorreria por faltas excessivas sem justificativa. O político pode solicitar licença particular até o fim do mandato

Chocolateria de Concórdia (SC) inicia a campanha de Natal com nova identidade e chocolates feitos com frutas e ingredientes regionais, em um setor que movimentou R$ 42,5 bilhões em 2025, segundo a Abicab.

Relatório da BloombergNEF aponta que quarto mandato do presidente exigirá nova estratégia para lidar com a queda dos investimentos em renováveis

Reconhecida pela AESabesp, marca levou à feira a linha Control+ para esgoto e tubos de PVC, em edição recorde que reuniu 40 mil participantes

Este quiz foi produzido pelo projeto Irineu, a iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores. Toda a produção de conteúdo com o uso do Irineu é supervisionada por jornalistas.