A greve coincide com o GP de São Paulo de Fórmula 1, em Interlagos, na zona sul da capital. A CET programou a abertura de faixas especiais no entorno do autódromo a partir das 4 h de sexta-feira (6), seis horas depois do horário previsto para o início da paralisação. Os primeiros bloqueios estão previstos para as 5h.
A paralisação está prevista para durar até 20h de domingo (8), segundo o Sindviários, sindicato da categoria.
Procuradas por email na manhã desta quinta, CET e a Prefeitura de São Paulo não se manifestaram a respeito da negociação salarial e o plano de contingência para o trânsito até a publicação deste texto.
A audiência de mediação foi realizada na quarta-feira (4) no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região). Em vídeo publicado nas redes sociais, Michel Costa, presidente do Sindviários, afirmou que o juiz propôs um reajuste de 4,11% para toda a categoria e a manutenção das cláusulas do acordo coletivo.
Segundo o sindicalista, representantes da CET afirmaram que precisavam submeter a proposta à Junta Orçamentário-Financeira da prefeitura e pediram o adiamento da decisão. A categoria manteve a greve aprovada em assembleia.
A negociação envolve o acordo coletivo de 2026 a 2028. O sindicato reivindica reajuste de ao menos 4,39%, a manutenção das cláusulas vigentes e a análise de propostas que, na avaliação da entidade, não têm impacto financeiro direto.
"A categoria tentou negociar, esperou uma proposta concreta, mas não vamos adiar a defesa dos nossos direitos sem uma resposta", afirmou Costa no vídeo.
No esquema divulgado pela CET na terça-feira (3), o monitoramento do trânsito no entorno do autódromo está previsto das 4h às 21h, de sexta a domingo. Entre as vias com interdições previstas estão a avenida José Carlos Pace e a rua do Autódromo.
A companhia orienta o público a dar preferência ao transporte coletivo. Pelo esquema anunciado, moradores da região poderão entrar na área restrita após se identificar aos agentes nos pontos de bloqueio, sem necessidade de credenciamento prévio.