Pessoas com deficiência são um grupo heterogêneo. Atender bem uma pessoa invisual não tem muito a ver com as melhorias necessárias para um surdo ou alguém com mobilidade reduzida . Além disso, o grupo foi historicamente excluído do mercado de trabalho e ainda enfrenta desafios estruturais. Basta lembrar que a proporção de pessoas economicamente ativas é menos da metade daquela registrada entre pessoas sem deficiência. Pense em uma peça de teatro . Só para garantir acessibilidade comunicacional, precisaremos ao menos de um intérprete de Libras, um audiodescritor, um narrador e um consultor para revisar o conteúdo. Quantos cegos e surdos teriam de passar por ali para que todo esse investimento desse lucro na bilheteria?
Acessibilidade não precisa dar lucro para exigir respeito
Grandes consultorias apontam, ano após ano, que o mercado de pessoas com deficiência no mundo gira na casa dos bilhões e bilhões de dólares, uma imensa oportunidade para empresas que desejem explorá-lo. Se isso é verdade, por que os CEOs da