Abstenção e votos inválidos têm queda recorde no 2º turno das eleições presidenciais

As taxas de abstenção e de votos inválidos no segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (25) sofreram uma queda recorde e atingiram os níveis mais baixos desde 2002, ano em que a urna eletrônica foi universalizada no país.

Por Admin ·

Abstenção e votos inválidos têm queda recorde no 2º turno das eleições presidenciais

Segundo turno atraiu cerca de 3 milhões de pessoas que não votaram na primeira etapa. O número total de abstenção neste domingo foi de 30,4 milhões.

Com 98,27% das urnas apuradas, a abstenção neste segundo turno foi de 19,11%, quase 2 pontos (1,87) percentuais dos 21,08% no primeiro turno, a maior da série histórica. O percentual é o mais baixo para o segundo turno desde 2006.

Os votos nulos e brancos, desconsiderados no resultado final, atingiram 3,23%, o menor já registrado nos dois turnos das eleições presidenciais neste século.

O segundo turno desta eleição ficou marcado pela falha na oferta de transporte público para eleitores. O setor de inteligência do Ministério da Justiça identificou problemas em municípios da Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas e Rio de Janeiro. Em Salvador, a Justiça eleitoral determinou a prisão do secretário de Mobilidade , Pablo Souza.

A restrição à circulação dos eleitores levou ao pedido do PT para ampliar o horário de encerramento da votação de 17h para 19h. O PL também solicitou a mesma medida nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, em razão das chuvas intensas nesses locais.

O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), e, posteriormente, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acataram os pedidos , ampliando o prazo de votação em todo o país até as 19h. Contudo, as decisões foram expedidas muito perto das 17h e diversas seções já haviam fechado as urnas eletrônicas, inviabilizando a inclusão de novos votos.