A vitória de El-Sayed representou um avanço para a ala progressista do Partido Democrata e impediu que os republicanos conquistassem a vaga deixada pelo senador democrata Gary Peters, que está se aposentando.
El-Sayed, de 42 anos, ex-autoridade de saúde pública, concentrou sua campanha na redução dos custos para as famílias trabalhadoras e da influência das grandes empresas na política. Sua plataforma incluía o programa universal de saúde financiado pelo governo e defendido pelos progressistas de seu partido.
Seu adversário, Mike Rogers, de 63 anos, ex-deputado e ex-agente do FBI, entrou na disputa com forte apoio do presidente Donald Trump e dos republicanos em âmbito nacional e tentou retratar El-Sayed como um candidato radical e simpatizante do extremismo islâmico, com base em supostos vínculos com a Irmandade Muçulmana —alegações que El-Sayed nega e que continuam sem respaldo em evidências. Os democratas afirmaram que os ataques a El-Sayed se baseavam em estereótipos islamofóbicos.
Rogers também se empenhou consideravelmente para conquistar eleitores judeus que poderiam estar desconfortáveis com a oposição de El-Sayed à ajuda militar dos EUA a Israel e com sua caracterização das ações de Israel em Gaza como genocídio.
Mas Rogers teve dificuldades para superar as preocupações dos eleitores com a economia e os baixos índices de aprovação de Trump . Nas últimas semanas da campanha, rompeu com o presidente em relação à guerra no Irã e à disputa comercial dos EUA com o Canadá, argumentando que pôr fim a ambas era necessário para ajudar a reduzir os custos para empresas e consumidores.