O livro foi lançado em março pela Fósforo Editora e já está na sexta reimpressão. Foi um dos mais vendidos na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) desta última edição. Traduções para o inglês, espanhol, francês e até polonês já estão previstas.
O romance é passado cerca de 50 mil anos atrás e conta os dramas de sobrevivência e as relações dentro de um grupo de neandertais. No texto, há palavras incomuns como "sanga" (um tipo de córrego), "epícea" (espécie de árvore) e "auroque" (um antepassado extinto do boi).
Os neandertais, embora tenham uma imagem popular como extremamente primitivos, são considerados próximos dos homo sapiens em termos evolutivos e de inteligência. E as duas espécies humanas chegaram a dividir o mesmo espaço por alguns milênios, numa convivência muitas vezes tensa e violenta.
Paulliny Tort tem 47 anos e demorou para se tornar escritora em tempo integral. "Fui uma autora relativamente tardia. Comecei a publicar aos 37 anos, porque, primeiro, tinha uma autocrítica um pouco paralisante."