3M fecha acordo de US$ 7,35 bilhões por danos a saúde ligados a 'químicos eternos'

Acordo abrange cerca de 99% das ações movidas por mais de 100 mil pessoas nos Estados Unidos

Por Admin ·

3M fecha acordo de US$ 7,35 bilhões por danos a saúde ligados a 'químicos eternos'

Novo acordo ocorre após compromisso de pagar até US$ 12,5 bilhões a serviços públicos de água

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Washington | AFP O conglomerado americano 3M se comprometeu a pagar US$ 7,35 bilhões (R$ 40,28 bilhões) para encerrar ações por danos à saúde relacionados a substâncias conhecidas como "químicos eternos", presentes em espumas de combate a incêndios que a empresa fabricava. O acordo foi anunciado nesta terça-feira (3).

As substâncias, também conhecidas pela sigla PFAS, foram associadas a doenças graves, incluindo câncer . Elas são chamadas de químicos eternos porque permanecem no meio ambiente mesmo depois de cumprirem sua função.

O acordo abrange "aproximadamente 99%" das ações reunidas em um processo apresentado a um tribunal da Carolina do Sul, que envolve mais de 100 mil autores, informou a 3M.

A empresa fará os pagamentos ao longo de nove anos, começando com US$ 50 milhões (R$ 273,9 milhões) em 2026. Não haverá desembolso no ano seguinte, e 20% do valor total será pago nos dois últimos anos do acordo, acrescentou a companhia.

"Este acordo representa um marco importante para a 3M e reduz substancialmente as incertezas relacionadas aos processos judiciais", afirmou William Brown, presidente do conselho e diretor-presidente da empresa, em comunicado.

O novo acordo ocorre após outro, aprovado por um tribunal americano em 2024, que prevê o pagamento de até US$ 12,5 bilhões (R$ 68,5 bilhões) pela 3M. Os recursos seriam destinados a empresas públicas de abastecimento de água para financiar ações de descontaminação e monitoramento de PFAS.

A 3M anunciou que deixaria de fabricar PFAS até o fim de 2025. A empresa afirma ter cumprido a meta e diz que está investindo em tecnologias de tratamento para áreas onde produziu as substâncias.

A companhia acrescentou, porém, que o acordo anunciado nesta terça-feira (3) "não representa uma admissão de responsabilidade". Também afirmou estar preparada para se defender na Justiça caso determinadas condições estabelecidas no acordo não sejam cumpridas.

A 3M enfrenta ações judiciais relacionadas à poluição por PFAS em vários países. Em maio, a Austrália anunciou um processo de US$ 1,43 bilhão (R$ 7,84 bilhões) por contaminação de bases militares associada ao uso de espumas de combate a incêndios.

Na Bélgica , autores de uma ação também pedem cerca de US$ 35 milhões (R$ 191,8 milhões) em indenizações por uma contaminação que, segundo eles, teve origem em uma fábrica da 3M em Zwijndrecht.